Casa nova
O autor desse blog mudou de casa. Outros objetivos, outras motivações:
http://inquietasacoes.blogspot.com
E o Rio de Janeiro continua…
Não tanto pelas Olimpíadas, mais pelo belo vídeo dirigido por Fernando Meirelles.
Ah sim, o Rio do funk também.
Descoberta musical III
Continuando a série…
O eleito para minha terceira descoberta musical é Mika. Na verdade, ele não é uma descoberta recente. Gosto do som do Mika há 2 anos, desde que ele surgiu no cenário mundial com “Grace Kelly”.

Mika
Libanês, excêntrico, criativo e diferente. Essas palavras poderiam definir Mika, mas não o fazem por não serem suficientes. Muitas outras poderiam ser acrescentadas, entre elas: colorido, bissexual, portador de dislexia. Mesmo assim, elas não deram conta de quem é Mika. A dislexia, aliás, não fez de Mika um típico “bom aluno”. Pelo contrário, seu rendimento escolar era baixo e foi na música que o cantor se encontrou.
Com dois álbuns lançados (“Live in cartoon motion” e “The boy who knew too much”) e um EP (“Songs for sorrow”), Mika parece reviver seu recente passado. O primeiro álbum, classificado pelo próprio cantor como “escolar”, é marcado por músicas agitadas e “para cima”, inclusive com vozes infantis. O EP pode ser compreendido como a fase de pré-adolescência, marcada por certa melancolia. O recém-lançado “The boy who knew too much”, por sua vez, é a própria adolescência. Amoroso, alegre, triste… oscilação!
Muitos consideram Mika um novo Freddie Mercury. Ainda há quem o compare com Robbie Williams ou Ney Matogrosso. Eu prefiro entendê-lo como Mika. E ponto!
Eleger o Top 11 de Mika não foi tarefa fácil, afinal, tenho quase todas suas músicas no meu MP4. Reduzi ao máximo e cheguei ao número 12. Como toda regra tem exceção, Mika ganha o meu Top 12.
Top 12: Mika
- “We are golden”
- “Happy ending”
- “Stuck in the middle”
- “Blame it on the girls”
- “Love today”
- “Blue eyes”
- “Big girl (You are beautiful)”
- “Touches you”
- “Lollipop”
- “One foot boy”
- “Toy boy”
- “Relax (Take it easy)”
Garoou
Garoou
Hoje, no Rio, garoou.
Vagarosa, desceu.
Timidamente, molhou.
O azul da Guanabara escureceu.
A cidade colorida estava em tons de cinza.
Cadê as outras cores?
Escondidas, junto com os amores, os temores,
As dores, os odores, os clamores, os pudores…
Tudo isso embaixo dos casacos, dos guarda-chuvas
carregados pela multidão pela qual passei.
Enquanto ouvia samba, pensei:
“Putz, hoje o Rio é Sampa”.
Descoberta musical II
Sim, após um segundo período de hibernação, estou de volta. São vários os motivos que me levaram a essa ausência, mas não quero dizê-los agora. Por que não retomar a série iniciada? Pois bem, a minha segunda descoberta musical internacional:

Marvin Gaye
Marvin Gaye (1939 – 1984) é considerado por muitos como um dos grandes nomes do soul dos EUA. O álbum “What’s going on” é tido como um marco do R&B (Rhythm & Blues) e do rap, com letras que traziam as grandes preocupações da população estados-unidenses no início da década de 70: a Guerra do Vietnã, as transformações no meio ambiente e no modo de vida urbano.
Detentor de grande versatilidade, Marvin Gaye oscilava entre músicas românticas, sensuais e outras mais reflexivas. Não à toa, o cantor era chamado de “alma dividida”, característica essa retratada em “Ego tripping out”. Duvida? Veja as letras de “Why did I choose you?”, “Mercy mercy me (The Ecology” e “Sexual healing” (já regravado por Ben Harper). Diversidade pura.
A atribulada vida pessoal de Marvin Gaye estava sempre presente em suas canções. O álbum “Here, my dear”, por exemplo, foi gravado na ocasião do divórcio de Gaye e Anna Gordy e dizem que o nome do trabalho era uma irônica dedicação do cantor à ex-esposa que havia ganhado na Justiça uma forma diferente de obter pensão: Gaye foi “condenado” a gravar um álbum cujos todos os lucros seriam destinados à Anna.
No fim da década de 70, com crises no segundo casamento e um single fracassado (“Ego tripping out”), Gaye recorreu ao uso de drogas, o que posteriormente contribuiu para seu estado de depressão. Em 1º de abril de 1984, após uma discussão familiar, Marvin Gaye foi assassinado a tiros por seu pai.
A Marvin Gaye, meus agradecimentos pela musicalidade, pelo suingue, pela diversidade e por mostrar que não somos somente um.
TOP 11: Marvin Gaye
- “What’s going on?”
- “Inner city blues (Makes me wanna holler)”
- “God is love”
- “Sexual healing”
- “What’s happening brother?”
- “Mercy mercy me (The Ecology)”
- “Let’s get it on”
- “Come get to this”
- “You are the special one”
- “Try it, you’ll like it”
- “We can make it baby”







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